Mostra Anual MANDALA, 23 de Novembro de 2014, Theatro Marista, em Varginha.


Vem aí MANDALA 2014!!!
Sétima Mostra Anual de Danças Árabes da alunas e bailarinas do Espaço de Danças Elen Hanna!
Dia 23 de Novembro, às 19:30, mo Theatro Marista, em Varginha!
A Participação Especial do evento é o Professor, Coreógrafo e Bailarino Profissional Tarik, da cidade de São Paulo!
Ele estará fazendo um lindo Show na Mostra e ministrando Cursos no Espaço de Danças Elen Hanna
Rua Delfim Moreira, 470 - Centro
(35) 3221-7756 / 8808-7162 / 9712-0830

Tarik Dance, Participação Especial MANDALA 2014
MANDALA 2014 - Realização: Espaço Elen Hanna
Workshop Danças Folclóricas

Dança Flamenca



Em breve Curso Semestral.



Grade de Horários

Curso de Dança Oriental Árabe, em Varginha
Prof. Elen Hanna 
DRT : 7145/MG - 2006



Agende sua aula experimental e conheça nossos métodos de ensino!
Você pode optar por fazer uma, duas ou três aulas por semana.
Escolha a sua melhor opção!

HORÁRIOS E DIAS DISPONÍVEIS

INICIANTES
Quarta: 9:00h
Quarta: 18:30h
Quinta: 20:00h
Sábado: 10:00h
Sábado: 14:00h

INTERMEDIÁRIO
Quarta: 20:00h

AVANÇADO
Terça: 20:00h

PROFISSIONAL
1 Domingo por mês
Das 9:00 às 15:00h

Informações:
Rua Delfim Moreira, 470 - Centro Varginha/MG
Das 18:00h Às 22:00h
Fones: (35)3221-7756 ou (35) 8808-7162




Curso de Dança Oriental Árabe, em Lavras
Prof. Elen Hanna 
DRT : 7145/MG - 2006

INTENSIVO MENSAL
1 Domingo por mês
Das 10:30h às 16:00h

INFORMAÇÕES
Av. Pedro Sales, 157 - Centro 
Lavras
(35) 3821-8713





Aulas de Kung Fu


HORÁRIOS 
SEGUNDA: 20:00 às 22:00
SÁBADO: 18:00 às 20:00h
DOMINGO: 18:00 às 20:00h


Agende uma aula experimental e conheça os benefícios de uma arte milenar!
Você pode optar por fazer uma, duas ou três aulas por semana.
Escolha sua melhor opção!

Sensei: STEVE SANTIAGO 


Informações:
Rua Delfim Moreira, 470 - Centro Varginha/MG
Das 18:00h Às 22:00h
Fones: (35)3221-7756 ou (35) 8836-1779

http://escolatradicionalshaolin.blogspot.com.br/

 

Baladi

Baladi significa "minha terra",
"meu povo", minhas origens". São pessoas simples que migraram das cidades menores para os grandes centros em busca de melhores oportunidades.
A dançarina Baladi é simples como as moças das cidades pequenas. Como é da cultura, não dançam em público, somente em festas familiares, e ainda, nesse caso, com muito cuidade e discrição.
Hossam Ramzi descreve muito bem o que é uma Dança Baladi. Vale à pena ler todo o texto para entendermos melhor essa dança tão rica.

Elen Hanna
Baladi
por Hossam Ramzi

 Então, o que é Baladi?

Venha comigo para um passeio pelas ruazinhas do Cairo. Não exatamente pela rua Mohammed Ali, o local onde viviam e vivem diversos músicos, dançarinas e outros artistas desde o final do século passado, isto é muito óbvio; vamos para Haret Zeinhom, no distrito El Sayeda Zeinab do Cairo. Mas... Quem vive ali? Pessoas que se mudaram para a cidade algumas centenas de anos atrás, ou ainda antes disso. Estas pessoas vieram de outras cidades do Egito como El Mahalla, El Kobra, Alexandria, Luxor, Aswan, Asyout, Quena, Banha, Damanhour, Domiat, Sohag... ou qualquer outra. OK... Por quê? Para conseguir melhores empregos ou comercializar seus produtos.
Agora, estas pessoas são muito especiais, elas não são como o povo da cidade, entretanto, algumas são muito bem educadas e continuam educando suas crianças. Muitos deles são agora doutores, arquitetos, advogados, militares, diretores de grandes companhias ou ainda estão trabalhando no Governo. E mesmo se tornando parte da cidade grande, eles ainda sentem muito orgulho de suas raízes e portanto ainda são muito ligados a elas, e é isso o que eles sempre irão chamar de “CASA”, a cidade ou vilarejo de onde vieram. Eles dizem que um dia ainda irão retornar a “EL BALADI”, ou seja, meu lugar, minha terra natal.

Em árabe, “BALADI” significa meu país, minha terra natal. Mas para o “sofisticado” povo da cidade (uma das definições do dicionário para Sofisticado é irreal, falso) significa algo que cresce do chão, ou seu país, ou caipiras ou mesmo roupas de gosto duvidoso. Eles dizem “Ohh lala, isto é Baladi”. OK. Vamos agora observar a vida deste povo Baladi, e vamos prestar atenção em uma jovem moça imaginária e estudar seu dia a dia, o que se espera dela, o que ela espera da vida, suas ligações com o mundo. Vamos chamá-la......Zeinab.

A família de Zeinab não é rica, eles moram em uma área pobre, em Haret Zeinhom. Seu pai trabalha em uma fábrica e ganha muito pouco, apenas o suficiente para sustentar a família, composta por sua mãe, outras irmãs mais novas e dois irmãos, que têm 25 e 23 anos. Ela é a terceira criança e tem 18 anos, completamente crescida e madura e poderia quebrar seu coração com um sorriso ou um olhar de seus belos olhos. Com seu longo cabelo negro e uma face semelhante à da lua cheia sorrindo para você de alto a baixo, você verá que o respeito das tradições familiares não apenas foram plantados nela mas também floresceram juntamente com seus irmãos protetores, que são muito temerosos, COMO TODOS AQUELES QUE ESTÃO LENDO ESTE TEXTO, cada um com seu próprio grau de reputação, honra e respeito. Isto é TUDO o que o povo BALADI tem, e é TUDO com o que eles se preocupam: SE RESPEITAR E SER RESPEITADO POR TODOS OS OUTROS.
Lembro-me de quando eu era um jovem no Cairo, eu tinha um grande amigo que também era baterista chamado Tareq, nós dois éramos muito “SOFISTICADOS” (ooops), provenientes de famílias de classe alta. Minha família era Pashas e estava na indústria do cinema e também havia mercadores muito ricos de ouro e diamantes do Khan el Khalili. Um dia, Tareq e eu estávamos em El Hossein, e andávamos atrás de uma moça.

Esta moça Baladi devia ter cerca de 28 anos de idade, e nós tínhamos cerca de 16 ou 17. Ela vestia uma longa Galabeya que estava bem folgada, mas onde o Melaya estava amarrado, podíamos ver a maravilhosa de seu corpo. Havia uma certa parte de sua traseira que se movia independentemente, como dois gatinhos brincando em um saco, ...... Então, ritmicamente, Tareq e eu começamos a cantar um Maqsoum para seu andar: Dom Tak Trrrrak Dom Retitak ....... e após algumas barras de compasso nós não agüentamos mais e começamos a rir. Mas eu nunca esqueci aquele dia. Ela andava como se não houvesse nenhuma outra mulher para se olhar neste abençoado planeta além dela. Até onde ela sabia, ela ERA. Orgulhosa, forte, agradável e muito respeitável, e cheia de força feminina. Imagine que esta era Zeinab. Agora, a irmã mais nova de Zeinab, Souaad, está se casando, e este é provavelmente o dia mais feliz da vida de Zeinab, mais feliz ainda que a noite de seu próprio casamento. Para ela, agora o dever de sua família foi cumprido, e seu pai e sua mãe podem começar a ter um pouco de vida para si mesmos também. Não pense que ela não irá dançar nesta noite, pode apostar que sim. E em PÚBLICO também. Como ela irá fazer isso sem quebrar as tradições de nunca expor uma grande porção de sua feminilidade em público de modo a não envergonhar seu esposo, que deve ser respeitado e deve dar a idéia de um “LEÃO” da família, se não de toda a vizinhança, de modo que ele possa ficar quieto e continuar a fazer o que está fazendo, ir trabalhar todos os dias e trazer o dinheiro para a casa, para dar a ela? Ela terá que dançar bem devagar, conquistando seu espaço pouco a pouco.... Um pequeno taqsim ou um Oud, ou como se faz recentemente, um acordeom ou um saxofone ou mesmo um teclado, é uma boa maneira de começar. Ela terá que dançar em um único ponto, com pequenos e contidos movimentos, muito contida mas cheia de sentimento pela música, e expressando a música.

Se a música faz uma nota longa, ela ondula com esta nota como os brotos de bambu ao longo das margens do Nilo, ondulando com a força da brisa. Mas se a música tem pequenos sons acelerados, ou mesmo tremidos, ela faz o shimmie acompanhando. O bambu também é chamado de Oud, de onde vem o nome da introdução do Taqsim assim como também é usado para o instrumento Oud. É por isso que também é chamado de AWWADY. Esta parte é como um Mawwal (canto livre, nostálgico e não-rítmico) de um instrumento.

Mas veja bem, a platéia quer ver toda a dança de Zeinab. Então, quando o gelo começa a ser quebrado, o ritmo é introduzido pouco a pouco novamente. Como isto é feito? O Taqsim dissolve-se e volta à sua escala de abertura (a escala musical volta ao início) então os instrumentalistas fazem um jogo de pergunta e resposta com os percussionistas. Tanto as perguntas quanto as respostas cabem em uma barra do ritmo na mesma velocidade como se e quando elas continuassem, os músicos tocassem juntos, mas em um estilo de pergunta e resposta. A melodia toca em 2 e 3 – então a percussão toca em 4 e 1, POR QUATRO TEMPOS ou por oito tempos, brincando alegremente e incitando Zeinab a dançar com mais e mais ritmo, até que eles sentem que tudo está bem no que se refere especialmente ao Querido (Hubby)... o LEÃO de todos os LEÕES, e então eles iniciam um ritmo Maqsoum contínuo. Esta parte de perguntas e respostas é chamada Me-Attaa. Significa quebrar pequenos pedacinhos da música e do ritmo.
Uma vez que o ritmo esteja estabelecido, e agora Zeinab está dançando, mais ainda de forma conservadora mas com um pouco mais da sensualidade que lhe é reservada e um toque feminino pessoal. Mas, como então os músicos percebem que tudo está bem, após um pouco mais de tempo eles iniciam um tipo diferente de perguntas e respostas – Me-Attaa. É um pouco mais veloz e indica uma possibilidade da chegada de um ritmo ainda mais rápido.
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Então eles entram em um Maqsoum acelerado. Neste momento, Zeinab está livre de todas as inibições e, que diabos, é o casamento de sua própria irmã, e ela sabe que está provocando seu marido que fica totalmente frustrado, silencioso e atado loucamente como se nada estivesse acontecendo... Mas ela também conhece a doçura da corda com a qual está atando-o a seus pequenos e delicados dedos... então chega a hora do ÚNICO PASSO DE DANÇA QUE É VERDADEIRO E TRADICIONAL, CONHECIDO POR TODAS AS MULHERES EGÍPCIAS, O BALANÇO DOS QUADRIS (por favor observe o artigo de Hossam na Habibi Magazine, está bem explicado ali). E o casamento se incendeia em um fogo bem-aventurado. Nesta parte, os músicos tocam uma canção saudosa do folclore egípcio, o som dos Mizmar... Isto soa como acentos em 2 e 4:
















E assim por diante. Esta parte da música é chamada TET.


Isto pode prosseguir por algum tempo, mas enfim teremos que voltar para o mundo das PESSOAS BALADI, não é? Isso quer dizer voltar para as raízes, o lado caipira, as fazendas e vida no campo, o estilo Fallahy de viver, então voltamos a um outro Me-Atta, mas estas perguntas e respostas diminuem gradualmente de modo que você pode PUXAR o ritmo Maqsoum para um rápido Fallahy (Puxar, em egípcio, é Magrour) o que é, em essência, o ritmo Fallahy.


Neste ponto, elas normalmente fazem a Andada Egípcia (para os ocidentais, Andada com Shimmy). O TET também pode ser tocado com o Fallahy.

E então chega, agora você já viu tudo, e vamos encarar,o querido está sorrindo tanto e fingindo que ele não está com nenhum ciúme. Como os músicos são os culpados por as coisas terem chegado neste ponto enlouquecido de dança e música (na mente de Zeinab e nas justificativas para seu marido), eles devem acalmar as coisas gradualmente ou as pessoas ficarão muito enlouquecidas se eles pararem de repente, então eles diminuem mais e mais e mais a música até voltar para o Taqsim Awwady original, e um final gentil. É assim que uma mulher BALADI dança o Baladi.


Com muito ritmo
Hossam Ramzy.




Coreografias

Coreografia Clássica - Teatro Capitólio - MANDALA 2011


Apresentação com Lulu Sabongi - Teatro Sto Agostinho, em São paulo/2009



Apresentação com Lulu Sabongi - Mercado Persa 2010



Coreografia "Ghawazee" - MANDALA 2010



Coreografia "Ritos do Fogo" - MANDALA 2010



Coreografia "Dança com Véus" - MANDALA 2010



Coreografia "Guerra e Paz" 1º Lugar no Varginha in Dance Festival - 2011





MERCADO PERSA 2010 - Coreografia Guerra e Paz



MERCADO PERSA 2010 - Coreografia "Ritos do Fogo"



Coreografia "Sonho Místico" Abertura Show Braia - 2009

Elen Hanna - Show de Gala - Minas Oriente 2012


Improvisação Elen Hanna - Moderna - Sarau de 2011



Improvisação Lama Badda - Elen Hanna - 2011



Improvisação - Elen Hanna - 2010



Improvisação Clássico Helwa - Elen Hanna - Mandala 2010



Coreografia Elen Hanna - Sama - Mandala 2011



Improvisação Elen Hanna - Gawazee



Improvisação "Oyouni" - Elen Hanna - 2010



Improvisação Taksin - Elen Hanna - Sarau de 2009

Comece e termine o ano fazendo uma atividade física!


Estatísticas mostram que a maioria das pessoas que iniciam uma atividade física desistem antes dos três primeiros meses. Para que isso não venha acontecer, aqui vão algumas dicas que poderão ajudar você a manter uma vida mais saudável e prazerosa.
1ª - A primeira e mais importante delas:
Escolha uma atividade que você realmente goste. Procure se interessar por ela. Leia livros, veja filmes. Se inteire do assunto.
Não tenha como incentivo aqueles quilinhos que precisa perder. Vá por outros motivos. Por isso é importante escolher bem e gostar mesmo do que está fazendo.
“Benefícios físicos devem ser consequência e não objetivo.”

2ª – Escolha horários e dias da semana em que você não vai precisar se desdobrar para cumprir. Comece com uma aula por semana e vá aumentando gradativamente. Lembre-se, você está mudando toda a sua rotina. Precisa ser aos poucos.
.
3ª – Convidar alguém para fazer a atividade com você pode ser um incentivo inicialmente, mas pode ser o seu fracasso, caso seu acompanhante venha a desistir.
A dica é que você vá por vontade própria. As chances de ter continuidade é muito maior. O ideal é encontrar atividades onde já se tenha grupos formados.

4ª – Seja disciplinado. Lembre-se. Você está mudando sua rotina e isso exige esforço, por mais que você ame a atividade que escolheu.

5ª –Inclua mais frutas, legumes e verduras na sua alimentação. Beba bastante água. A nova rotina vai levar você a mudar alguns hábitos.

6ª – Minha última dica é fundamental para que tudo dê certo:
Procure um profissional que seja realmente competente e capacitado. O ideal é você fazer aulas experimentais com diversos profissionais antes de escolher a melhor opção.
Essa etapa é muito importante para o resultado final.
Procure pagar um valor que caiba no seu bolso. A pesquisa de preço é sempre aconselhável, mas CUIDADO. O barato pode sair bem caro depois. Quando se trata de saúde, nem sempre o menor preço é o mais aconselhável. Lembre-se, você está investindo em seu bem estar e não comprando um par de sapatos ou uma gravata.

Invista em você!

Elen HannaPublicar postagem
Professora, Coreógrafa e Bailarina Profissional
DRT -7145/MG – 2006

MANDALA 2011! O maior evento de Danças Árabes realizado no Sul de Minas



A Dança Árabe em todos os seus ritmos e estilos, e a popular Dança do Ventre com toda sua beleza e encanto novamente invadem Varginha. A Mandala – Mostra de Arte, Dança e Literatura Árabes chega à sua 4ª edição, dia 19 de novembro, às 20h, no Theatro Capitólio, em Varginha.
Os amantes da dança e da poesia árabe poderão apreciar uma noite especial preparada pela Professora, Coreógrafa e Dançarina Profissional Elen Hanna e as alunas do Espaço de Danças Elen Hanna. Será uma oportunidade para conhecer melhor a dança árabe, em um espetáculo aprofundado, que vai além da dança do ventre já divulgada em filmes e novelas.
Os ingressos antecipados custam R$ 10,00 e podem ser adquiridos no Theatro Capitólio, rua Presidente Antônio Carlos, 522, ou no Espaço de Danças Elen Hanna, rua Delfim Moreira, 470, ambos no centro de Varginha. No dia do evento o preço passa para R$ 20,00.




Como se profissionalizar na "Dança do Ventre"

O QUE VOCÊ PRECISA PARA SE TORNAR UMA PROFISSIONAL REGULAMENTADA E QUALIFICADA NA DANÇA DO VENTRE.

Para atuar na área da dança como professora e bailarina profissional, você precisa ter o seu registro (DRT).
O Espaço de Danças Elen Hanna oferece Curso Mensal preparatório para as bailarinas que pretendem se profissionalizar na Dança Oriental (dança do ventre).
O bom preparo e a regulamentação dos professores de dança são indispensáveis para a qualidade e o crescimento da Dança Oriental em nosso país.


O QUE É PRECISO PARA FAZER O CURSO?

O curso é direcionado às profissionais que já estejam ministrando aulas e ainda não se regularizaram e alunas de nível avançado e têm o interesse em se profissionalizar.
A Dança do Ventre é uma modalidade de dança cada dia mais reconhecida e respeitada no Brasil. Isso se deve ao empenho de muitas profissionais da área que realmente trabalham sério para esse reconhecimento.
Desde 2002 venho me dedicando ao estudo dessa arte milenar. (Vide currículo)
Em 2006, depois de incansáveis buscas e pesquisas, pude verificar e comprovar que, para ministrar aulas de Dança do Ventre, a professora precisa SIM estar devidamente regulamentada.
Em 2007 fui aprovada e certificada pelo Sindicato dos Bailarinos. No mesmo ano inaugurei o ESPAÇO DE DANÇAS ELEN HANNA, onde hoje ministro aulas no meu Curso de Dança do Ventre.
Ao contrário do que muitos pensam, para atuar como professora e bailarina profissional de “Dança do Ventre”, é preciso estar devidamente regulamentada.
A dançarina precisa, mediante a comprovação de estudos na área e avaliação se sua dança, tirar o seu DRT.


O QUE É DRT?

Para dar aulas de Educação Física e atuar na área, o professor precisa do seu CREF (Conselho Regional d e Educação Física);
Para atuar da área de Odontologia o Dentista precisa do seu CRO(Conselho Regional de Odontologia);
Para ministrar aulas, se apresentar em eventos específicos e atuar na área, a professora e dançarina precisa do seu DRT(Delegacia Regional do Trabalho).
Desde 1978, a profissão foi reconhecida pela lei nº 6.533, decreto 82.385, de outubro do mesmo ano.


COMO TIRAR O seu DRT

Para tirar o seu DRT você precisa apresentar ao órgão específico do Ministério do Trabalho, um "Diploma" ou um “Atestado de Capacidade profissional”. Para conseguir esse atestado, você vai precisar apresentar um certificado reconhecido de aulas de dança do ventre, além de algumas apresentações devidamente comprovadas. Agora é só se preparar para a “audição” e ser aprovada, é claro.


PARA SER UMA BOA PROFESSORA DE DANÇA, TER O SEU DRT É O SUFICIENTE? “NÃO”

Após comprovar seus trabalhos, você vai ser julgada por uma banca altamente qualificada, composta por pessoas que estão no Ballet a 50 ou 60 anos. Você vai precisar de uma performance com técnica, harmonia, ritmo, expressão, finalização e etc...
A banca vai fazer uma avaliação baseada nos seus conhecimentos em Ballet e um pouco de Dança do Ventre. Você não vai encontrar na banca de DRT uma “Lulu Sabongi”, por exemplo. Não tem como garantir uma boa avaliação se a banca é composta por bailarinas(os) clássicos.
Enfim, seus conhecimentos em relação à técnica, cultura e folclore árabe, podem ser limitados ou até inexistentes para uma banca de DRT, mas para se ministrar aulas, esse despreparo pode ser gravíssimo.
Enquanto não se tem uma autoridade em Dança Oriental(D.Ventre) na banca de DRT, cabe a nós nos prepararmos realmente para assumir essa importante função.
Está em nós, professores e dançarinos, a responsabilidade pelo crescimento e qualidade de nossa tão amada “Dança do Ventre”.


O CURSO

Para melhor orientar e preparar as alunas que realmente querem se profissionalizar na dança, resolvi criar esse curso MENSAL.
Em que consiste o curso:
Revisão e aperfeiçoamento técnico dos movimentos básicos, intermediários e avançados da dança.
Conhecimento e estudo das danças folclóricas;
Estudo e aperfeiçoamento no uso de acessórios e fusões na dança;
Estudo dos principais ritmos;
Técnicas e orientações para uma dança personalizada;
Preparação e direcionamento para exame profissional(DRT).

DURAÇÃO:

O curso tem a duração de dois anos. (Esse tempo pode variar de acordo com o rendimento e experiência anterior comprovada na dança);

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES

Rua Delfim Moreira, 470 – Centro/ Varginha
(35) 3221-7756
(35) 8808-7162

“Está em nós, professores e profissionais da Dança do Ventre, a responsabilidade em fazer de nossa arte, uma modalidade valorizada e respeitada no cenário da dança.”

Elen Hanna
Professora, Bailarina e Pesquisadora de Dança Oriental
DRT 7145/MG - 2006

MANDALA III


Dança árabe, exercício para o corpo e para a mente

Uma nova viagem pelo mundo árabe, através da dança, vai começar. Um espetáculo de cores e movimento que encantam homens e mulheres de todas as idades, e um espetáculo cultural que já está em sua terceira edição. É o MANDALA - Mostra de Arte, dança e Literatura Árabe, que vai acontecer dias 9 e 10 de Dezembro de 2010, no Teatro do Colégio Marista, em Varginha.


Mais do que um simples espetáculo de dança, o MANDALA vai proporcionar ao público crescimento cultural ao conhecer diferentes costumes. Afinal, a dança é o retrato fiel de um povo, e no caso dos povos árabes, a dança é a exteriorização de sentimentos e do cotidiano.

Não estamos falando apenas da dança do ventre tradicional, com movimentos sensuais e esvoaçantes. O espetáculo vai além, e apresenta ritmos e estilos menos conhecidos no ocidente, como a Dança Gawazee, típica de ciganas egípcias, muito alegre e colorida, em que as mulheres dançam durante atividades corriqueiras.

Também será apresentada a dança Khaleege, típica do Golfo Pérsico, em que as mulheres dançam com o corpo todo coberto; danças ritualísticas com taças e velas, Espada, e estilos comumente vistos em filmes e novelas. Enfimo MANDALA é o espetáculo para quem ama dança, e gosta de conhecer diferentes culturas.

O evento é organizado pelo Espaço de danças Elen Hanna, de Varginha. A Escola ensina danças árabes para mulheres de todas as idades, além de promover saraus que aproximam do universo árabe. Para fazer aulas de dança árabe não há nenhum requisito. Não é preciso ter corpo escultural, nem longos cabelos, nem grande preparo físico. Basta ser mulher.

Aliás, a cada ano aumenta o número de mulheres que adotam a dança do ventre como atividade física. Ela tem baixo impacto, e por isso pode ser praticada por mulheres de todas as idades. Os movimentos ajudam a melhorar a postura, aumentam a feminilidade, acalmam e alegram. As aulas mesclam o exercício físico com noções de história e idioma árabe, e os saraus tornam-se importantes momentos de confraternização entre as alunas e familiares.

O estudo da dança árabe vai além dos movimento sensuais da dança do ventre. Trabalha o corpo e a mente da aluna, em prol da melhoria física e intelectual de cada uma.

O Espaço de Danças Elen Hanna fica na Rua Delfim Moreira, 470- Centro
Fone: (35) 3221-7756 - 8808-7162


Estela Torres
Jornalista e Dançarina

Contato

Espaço de Danças Elen Hanna
Rua Delfim Moreira, 470 - Centro
Varginha/MG
Fones: (35) 3221-7756/ 3222-7726 ou 8808-7162

elen.hanna.ventre@gmail.com

Por que fazer Dança do Ventre?

Resgatar a autoestima e feminilidade;
Usar a dança como uma terapia, cuidando do corpo e da mente e aprendendo a se conhecer melhor;
Fazer da dança uma forma de relaxamento, bem estar e equilíbrio para o dia a dia;
Se tornar uma bailarina profissional e fazer da arte da dança a sua vida.

O que vou aprender?
A Arte da Dança do Ventre Clássica. Com técnica, interpretação, origem, desenvolvimento e influências culturais.
Estudo dos ritmos árabes mais usados na dança do ventre.

Modalidades:
Dança com 1, 2 e 7 véus;
Dança folclórica Khaleege;
Dança folclória com Bengala;
Dança com taças e velas;
Dança com Candelabro;
Dança folclórica com Pandeiro ;
Dança com Snujs( instrumento de percussão);
Andaluz (fusão)
Tribal (fusão)
Solo de Derback;
Dança com Espada;
Dança com Snujs (isntrumento egípcio de percussão)
Véu Wings

A quem se destina?
Todas as mulheres não importando o tipo físico ou idade.

Qual o investimento?
O espaço Elen Hanna tem para oferecer os seguintes planos:
Uma aula por semana com uma hora e meia de duração

*As alunas poderão fazer aulas extras p/ aperfeiçoamento e enriquecimento da arte da dança.

Quanto tempo dura o curso?
O curso de Dança do ventre é dividido em 3 módulos: Básico (I, II e II),
Intermediário (I, II e III), Avançado (I, II, e III).
Cada módulo tem a duração de 6 meses, podendo variar de acordo com o
rendimento e desenvolvimento da aluna.

Módulo Profissional - Curso de alto nível técnico e de correções para a aluna que deseja se profissionalizar como dançarina ou ministrar aulas. A Escola vai estar preparando e encaminhando a aluna para exames de Capacitação Profissional.



Fotos Espaço de Danças



Clips melhores momentos

Elen Hanna e alunas - Melhores momentos - MANDALA 2010



Elen Hanna e alunas - Melhores Momentos - MANDALA 2010



Elen Hanna e alunas - Melhores Momentos - MANDALA 2011

Perfil Elen Hanna


Estudante desde 2002 e Professora desde 2007, Elen Hanna vem desenvolvendo um trabalho sério para o reconhecimento e crescimento da Dança do Ventre.
Em 2006 foi atestada e capacitada pelo Sindicato da Classe, podemos ministrar aulas e se apresentar como bailarina profissional.
No ano seguinte inaugurou a 1ª Escola de Dança Árabe de Varginha. "Espaço de Danças Elen Hanna".
O Curso hoje possui várias turmas de Dança do Ventre nos níveis Básico, Intermediário, Avançado e Profissional.
Possui, desde 2010, um Curso Mensal para Profissionais que procuram por aperfeiçoamento e orientação para a regulamentação na dança. O curso é frequentado por profissionais e estudantes de toda a região.
Criou, coreografa e dirige, ao lado do seu marido, Steve Santiago, a mostra anual: MANDALA.
MANDALA foi o primeiro evento voltado para a cultura árabe, em Varginha. Ele acontece desde 2008 e é feito exclusivamente pela Professora Elen Hanna e suas alunas. São apresentadas coreografias inéditas abordando vários temas da cultura árabe.
À partir de 2011, grandes nomes da Dança Árabe passaram a fazer parte do Espetáculo.
Em seis anos de trabalho como coreógrafa, Elen Hanna criou e apresentou mais de SESSENTA coreografias. Algumas delas premiadas.
Possui em seu currículo uma ampla carga horária de cursos e workshops ministrados por grandes nomes da Dança Árabe

Rakia Hassan/Egito,
Gamal Seif/Alemanha
Khaled - Egito

Zaza Hassan/Egito
Asmahan/Egito

Kamal-Al-Bayaty/Iraque
Samara Hayat/Espanha
Maiada/Argentina
Romina/Argentina
Angeles/Argentina

Gada Kanaan/Chile
Saida/Argentina
Hossam Ramzi e Serena Ramzi/Egito

Najla Yacoub - São Paulo
Elis Pinheiro - São Paulo
Renata Lobo - Londrina
Amara Sadeesh - Luxor/São Paulo
Isis Khalil - Luxor/ão Paulo
Leila - Luxor/São Paulo
Lunah - Luxor?São Paulo
Lina - Luxor/São Paulo
Maisha - Luxor/São Paulo
Zahra - Luxor/São Paulo
Anthar - Luxor/Paraná
Lulu Sabongi - São Paulo (dois anos de duração)
Mahaila el Helwa - São Paulo (seis meses de duração)

"As fontes para se obter o conhecimento são inúmeras,
basta o desejo e o empenho, o resultado se manifesta naturalmente."


Elen Hanna - DRT 7145/MG - 2006

Solos Elen Hanna

Solo Elen Hanna "Moderna"


Solo Elen Hanna 2010


Solo Elen Hanna MANDALA/2009




Solo Elen Hanna 2008


MANDALA III - Dezembro/2010



Dança Khaleege



"Khaleege" é uma dança folclórica dos países do Golfo Pérsico e Península Arábica.
Tradicionalmente feita por mulheres e em grandes círculos, mas hoje homens também podem dançar.
A roupa típica é uma bata larga e cumprida, de um tecido fino, com bonitos bordados na frente. Por baixo, pode-se usar calça "jeannie" ou vestido. As bailarinas profissionais podem usar a roupa tradicional de 02 peças usadas na dança do ventre. Não se usa nada no quadril. Nestes estilos, usa-se uma marcação muito simples com o pé (lembra um movimento pequeno e rápido, feito na areia do deserto), movimentos de ombros e cabeça, enfatizando o balanço dos cabelos. As mãos batendo no corpo,certamente é de influência cigana. Marcam o quadril ajustando a bata a ele. A destreza com a bata e a agilidade das mãos é imprescindível.
É costume as mulheres usarem incenso, de forma que a fumaça entre pela bata. Assim, o aroma é espalhado enquanto executam os movimentos com ela.
O ritmo utilizado é o Khaleege ou Soudi.


Taças e Velas

"Sacerdotizas do Fogo" MANDALA 2011
ELEMENTO FOGO 

A descoberta do fogo tirou o homem da escuridão.
Desde a mais remota antiguidade, os povos da terra reverenciaram seus Deuses em rituais e cerimônias onde o fogo estava sempre presente. As salamandras são os elementais que simbolizam essa energia.
O elemento fogo exerce influência no ser humano através do calor interno e externo do corpo.
Sua falta causa digestão deficiente, falta de ânimo e de confiança.
Seu excesso causa super atividade, intranqüilidade, impulsividade, excesso de confiança e egocentrismo. O elemento fogo em equilíbrio proporciona iniciativa , dinamismo, coragem, dedicação e energia.
Representando o elemento fogo, a Dança com Taças e Velas é uma variação moderna da “Dança com Candelabro”(Raks el Shamadan). Dança na qual a bailarina usa um candelabro sobre a cabeça. O candelabro pode ter de 7 a 14 velas, dependendo da preferência. Quanto menor o número de velas, menor o candelabro, e mais delicado.
É uma dança antiga que fazia parte das celebrações egípcias de casamento, como ainda o é em muitos países árabes.
A bailarina entra como em um cortejo à frente dos noivos, dançando com o candelabro. Desta maneira ela procura iluminar o caminho do casal, trazendo felicidade e celebrando a vida. Tradicionalmente a Zeffa( procissão) acontece à noite. Esse cortejo sai da casa da noiva até a casa de seu noivo, que passará a ser a sua nova casa. Essa é a mudança oficial da noiva e é liderada pela dançarina, músicos e cantores, seguidos logo após pela festa de casamento. O ritmo usado é o Zaffe. É uma dança que requer mais movimentos delicados e sinuosos, além de bastante equilíbrio. “O interesse pelo folclore e pelas tradições enriquece e imprime em nossa dança algo mais que conhecimento técnico. É uma forma de respeitar e ser fiel à arte de uma outra nação.”



Elen Hanna

Said

Derback - Instrumento de percussão
Traduzido diretamente para o português, Saaid significa feliz. É um ritmo árabe bastante popular executado em ocasiões festivas. Originário da região de El Said, Egito, Said é o reverso do Baladi. Os dois Duns que iniciam o Baladi, aqui são encontrados no centro do compasso. Usualmente tocado de forma acelerada, possui acentos fortes, com sobreposições de graves por todo o compasso.
Às vezes, o Said é tocado com uma antecipação do primeiro tempo, o que lhe dá uma característica mais quebrada e rica. Ritmo 4/4, é tradicionalmente usado para "Tahtib".Dança marcial masculina, na qual os homens simulam lutar com longos bastões que fazem às vezes de uma arma. Seus movimentos são fortes, ágeis, marcados por saltos, giros e batidas de bastões.A versão feminina para essa dança é a Raks Al Assaya ou Dança da Bengala. Uma versão suave e muito mais delicada que a dos homens.
Apesar de ser um ritmo de origem folclórica, o Said é utilizado também em canções modernas e em peças especiais para Dança Oriental. Fundamentalmente é estruturado a partir do Maksoum, tomando para si um novo sabor que lhe dá  um aspecto folclórico.

DZ        --D       D--         T--
------      ------      ------      ------
  1          2          3           4

DD       --D         D--      T—
-----      ------       ------      -----
1           2          3          4

--Z        --D       D--         T--
------      ------      ------      ------
1          2          3          4
 Elen Hanna

Taksin


Elen Hanna - MANDALA 2011
O taksim significa "improvisação".  Não possui ritmo ou estrutura definidos. Pode representar o solo de um instrumentista em uma composição, ou mesmo constituir a própria composição.
Pode ser tocado com acompanhamento de percussão ou não. Os ritmos usados como base nos taksins são ritmos envolventes como: Tschiftitelli, Warda wo noz ou mesmo o Baladi, em sua forma mais lenta.
Os instrumentos usados nessa composição melódica podem ser as flautas, o alaúde, violino e outros.
O taksin é um momento criação do solista. O músico está livre para expressar e improvisar como quiser. O que a bailarina deve fazer? Um solista tocará uma frase... De acordo com o tipo de instrumento e a melodia que ele tocar, ela deve fazer o seu movimento combinar com o som que ele produzir.
Ela deve ouvir, sentir e através de seus movimentos, dar forma a essa criação musical.

Tahtib


Gravura da necrópole de Abusir mostrando técnicas militares de combate 
Tahtib é o termo usado para um bastão de combate usado no antigo Egito.
Os mais antigos vestígios de Tahtib foram encontrados em gravuras do sítio arqueológicode Abusir, no antigo império, no Cairo.
Em alguns relevos da pirâmide de Sahure,(V dinastia, 2.500 AC) foram encontradas imagens e legendas que descrevem o que parece ser um treinamento militar usando varas. 
Com o passar dos séculos, a arte marcial passou a fazer parte do folclore local. Camponeses e agricultores do Alto Egito (sul do Egito) tiveram acesso à essa luta e desenvolveram uma dança marcial. Uma dança alegre e festiva! O Tahtib se tornou uma arte popular e uma atividade de laser praticada pelos homens em casamentos e festividades!
Mahmoud Reda
Seus movimentos são fortes e ágeis, marcados por saltos, giros e batidas de bastões. As roupas utilizadas são as "galabias", que podem ser duas peças sobrepostas (uma colorida por cima e uma preta ou branca por baixo. Também usa-se as Káfias e tecidos enrolados na cabeça. 
       Em 1960, Mahmoud Reda, apoiado pelo governo Egípcio, levou para os palcos do mundo todo,várias danças que faziam parte do folclore Egípcio. Dentre elas, o Tahtib. 
A dança ganhou postura e elegância.

Uma versão feminina foi criada nesse mesmo período!
"Dança com a Bengala" (Raks el Assaya) é uma adaptação à dança masculina. Nesse caso a dança ganha charme e feminilidade. É importante lembrar que essa adaptação é exclusivamente para palco. As mulheres dessa região, não dançam com bengala ou bastões. É uma dança exclusivamente masculina.Uma combinação de força, habilidade e delicadeza. O traje para essa dança deve ser folclórico. Os vestidos são os mais utilizados. Podem ser justos ou mais folgados, preferencialmente com aberturas laterais. Usa-se também lenços de medalhas nos quadris e enfeites na cabeça. É dançada ao ritmo Saaid que, traduzido diretamente para o português, significa "feliz". Esse ritmo possui fortes acentos com sobreposições de graves e agudos por todo o compasso. A dançarina faz sua leitura musical com movimentos graciosos, delicados e firmes


Reda Troupe 
1965

A Sensualidade na dança


A dança do ventre que conhecemos hoje tem sua origem diretamente ligada ài rituais de fertilidade e à maternidade. Com o fim da era matriarcal e o advento do monoteísmo patriarcal com todas as suas restrições religiosas, a mulher foi perseguida, marginalizada e injustamente castigada. A dança deixou de ser sagrada e passou a fazer parte de celebrações, comemorações e festas..Descoberta e amada pelos árabes, hoje ela faz parte do seu dia a dia. As pessoas se encontram, tocam e dançam como parte do cotidiano. A dança e a música são elementos importantíssimos em ocasiões especiais como casamentos e festas familiares.
Hoje ela é amada e dançada no mundo todo.
Parece que a Dança do Ventre que conhecemos aqui, não é a mesma que citamos acima. Desde o século XIX, quando houve um interesse do mundo pelas culturas orientais, essa excêntrica e misteriosa arte teve sua essência totalmente violada.
Nós ocidentais, como é de nosso péssimo hábito, deturpar, comercializar e vulgarizar costumes orientais, não poderia deixar de rotular a Dança do Ventre como arma de sedução e erotismo.
É lamentável que até os dias atuais, as pessoas, principalmente, algumas bailarinas, ainda não tenham compreendido seu verdadeiro sentido.
A Dança do Ventre, além se seu caráter folclórico, possui uma sensualidade expontânea. Porém essa sensualidade jamais poderia ser confundida com a vulgaridade exacerbada que prolifera atualmente na mídia.
Estudar, conhecer os costumes, o folclore e as tradições dos povos de sua origem, é uma forma de preservarmos a sua verdadeira essência e também uma forma de respeitar e ser fiel a arte de uma outra nação.
A Dança do Ventre é uma arte milenar e deve ser amada e respeitada por quem as pratica e, principalmente, por aquelas que têm a responsabilidade de ensiná-la.



Origem da Dança: no Brasil e no mundo

Dança do Ventre é o nome dado à Raks el Sharki, que significa Dança do Oriente. Supõe-se que essa arte milenar tenha surgido no "crescente fértil" por volta de 7 mil anos. 
Digo "supôe-se", pois não há provas científicas até o momento.
Descoberta e amada pelos árabes, a dança do ventre ganhou o mundo e recebeu várias influências culturais.
Hoje ela tem sido preservada por tribos, como a "Ghawazee" no Egito. Apesar dos séculos, preservam a dança e a música em sua forma original.
Durante a era "Orientalista, século XIX, houve um grande interesse do mundo pela cultura oriental. Assim como a música e a arte, a dança ficou conhecida na Europa e no mundo. A Dança Árabe foi apresentada oficialmente ao público em 1889, na Mostra Mundial de Paris e em 1893, na Exibição Mundial de Chicago. Desde então, dançarinas orientais sairam de seus países de origem e levaram essa arte para todo o mundo.
No caso do Brasil, ela surgiu com os primeiros imigrantes da Síria e Líbano, em 1880.
Provavelmente fugindo da guerra civil, a bailarina palestina Shahrazad aqui chegou por volta de 1957. Lecionando em sua casa, Shahrazad forma a primeira geração de profissionais de Dança do Ventre no Brasil. Dentre elas está Lulu Sabongi, Samira e Zeina.
Durante esse percurso, a Dança do Ventre recebeu influências  que enriqueceram ainda mais o seu conteúdo e beleza! Hoje é amada por mulheres do mundo todo!




Elen Hanna